Destaques
4º Encontro Regional de Botânica da Região Norte (4º ERBOT 2026)
Prezados(as) pesquisadores(as), professores(as), estudantes, gestores(as) ambientais e demais interessados(as),
Informamos que estamos iniciando os trabalhos de organização do 4º Encontro Regional de Botânica da Região Norte (4º ERBOT 2026), previsto para ocorrer entre os dias 28 a 30 de abril de 2026 (oficinas e minicursos dias 26 e 27 de abril), na Universidade Federal do Pará (UFPA), campus do Guamá, em Belém, Pará, Brasil.
Convidamos a comunidade acadêmica e profissional a encaminhar sugestões de temas para compor a programação científica do evento, incluindo palestras, mesas-redondas, rodas de conversa, seminários temáticos, apresentações individuais, oficinas e minicursos.
IMPORTANTE: Caso queira reenviar uma nova proposta de atividade (palestras, mesas-redondas, seminários temáticos, oficinas e minicursos etc.) favor reabrir um novo formulário, preencher e reenviar com a nova sugestão.
Informamos que as propostas deverão ser encaminhadas até o dia 05 de fevereiro de 2026 no presente formulário.
O email cadastrado no preenchimento será utilizado pela comissão científica para posterior contato com o responsável pela submissão. Pode ser um endereço de e-mail diferente daquele coletado pelo formulário.
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf8LnhG7XKMxQQLIG99Qib3R5BziAN4Pqyhc70QcpfO-lc1vA/viewform?pli=1
Atenciosamente,
Comissão Organizadora do 4º ERBOT - Norte 2026.
Cooperação UFPA-FRANÇA: o estabelecimento de redes de pesquisa e parcerias para a conservação da Biodiversidade Amazônica
Na última quinta-feira (06/11), o professor doutor Leandro Juen, do ICB UFPA, esteve à frente da recepção do CNRS (Centre National de La Recherche Scientifique), agência de financiamento francesa que estabelece grupos de laboratórios em diferentes partes do mundo. Em um futuro muito próximo, o desejo é de estabelecer conexões na Região Amazônica, com o primeiro polo na Universidade Federal do Pará.
O encontro foi marcado pela apresentação de pesquisas desenvolvidas dentro do CNRS e do ICB, mapeamentos alinhados com a agenda climática da COP30, que propõe a mitigação de impactos ambientais, além da adaptação às problemáticas irreversíveis que já prejudicam a saúde humana em diferentes contextos. Pensar a ecologia, a saúde pública e a pesquisa em um contexto de mudanças climáticas na Amazônia configura um cenário complexo, e de muitos campos a serem explorados. Daí a importância da palavra que o professor Leandro destaca: “cooperação”.
Segundo ele, uma região tão grande e multifacetada exige desafios para ser conhecida: “quem trabalha com biodiversidade na Amazônia é muito feliz, é muito realizado, porque tem muita coisa pra ser feita. Mas por outro lado, tem muitas dificuldades, infelizmente, (…) Os recursos para pesquisa na Amazônia não chegam (…). A segunda é logística, então qualquer atividade de coleta na Amazônia exige uma logística complexa: avião, barco e carro, isso tudo encarece muito”.
A alternativa, segundo o professor Juen, para além do material, é a cooperação: “a principal coisa que a gente defende muito é a união de esforços. A Amazônia é muito complexa, não adianta um único grupo, uma única rede querer resolver todos os problemas que não vai. A Amazônia precisa de diferentes conhecimentos, de diferentes saberes”. Com saberes, o professor destaca a contribuição das diferentes partes que compõem a Amazônia: povos originários, campos de pesquisa nos interiores e centros de pesquisas das capitais, com o objetivo de conhecer a biodiversidade e melhor preservá-la, garantindo a manutenção do ecossistema e preservando as diferentes formas de vida da Região, incluindo a humana.
Texto: Júlio Augusto.
Créditos: Leandro Juen.
Data da Publicação: 13/11/2025.
Projeto de educação inclusiva conscientiza a população PCD e suas famílias sobre o meio-ambiente e as mudanças climáticas
Antecipando algumas das discussões da 30ª Conferência das Partes e democratizando a ciência em Belém, o Grupo de Educação Inclusiva e Ambiental (GEIA) do ICB, coordenado pela professora Valerie Sarpedonti, realizou, ao longo de três meses, uma série de atividades visando sensibilizar pessoas com deficiência (aqui denominadas "assistidas") sobre a importância de preservar a natureza. O projeto foi desenvolvido no Centro de Referência para Pessoas com Deficiência (unidade social administrada pela prefeitura), contando com o apoio de toda a equipe do centro coordenado por Rosângela Lourinha dos Santos.
A professora informou que as atividades foram divididas em dois blocos, cada um com o intuito de destacar o papel de elementos da natureza: “No primeiro bloco, falou-se sobre a cobertura vegetal, destacando-se a diversidade de árvores, os diferentes tipos de folhas e as diferenças de temperatura entre as áreas sombreadas e ensolaradas. No centro-dia, os assistidos observaram folhas de diversos formatos, tamanhos e texturas e, depois, as desenharam. Em seguida, foram ao Museu Emílio Goeldi para medir temperaturas em diferentes locais por meio de um termômetro infravermelho. Os resultados obtidos, devidamente anotados em um quadro branco pelos próprios assistidos, foram novamente discutidos no centro-dia. Ao final do bloco, todos chegaram à conclusão de que as árvores são essenciais para reduzir a temperatura e tornar o ambiente mais agradável. Por fim, os participantes fabricaram marcadores de página personalizados usando folhas e flores secas”.

Atividade com o Centro Dia no Museu Emílio Goeldi
“No segundo bloco de atividades os assistidos realizaram um experimento para averiguar a importância da água sobre o crescimento do feijão. Após a germinação das sementes os potes foram organizados em três grupos: 1) o grupo dos potes verdes que recebeu água diariamente, 2) os potes amarelos que receberam água uma vez por semana, assim simulando um episódio de seca, e 3) os potes vermelhos que foram regados com uma água na qual foi adicionada um pouco de detergente para lavar louça. O crescimento dos feijões foi acompanhado ao longo de 20 dias, depois dos quais os assistidos perceberam que as plantas nos potes verdes apresentaram o melhor crescimento, enquanto as sementes que receberam água poluído cresceram bem pouco. As atividades foram encerradas com a confecção de roupas indígenas e a apresentação da dança da chuva”.

Segunda fase de atividades com o centro dia (qualidade da água).
Indo além da questão climática e ambiental, a professora Valerie destaca a importância de uma ciência inclusiva, participativa e democrática, que se estende para além dos portões da universidade: “Desenvolver projetos com pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade é essencial para promover a inclusão social, combater o preconceito e o capacitismo, que ainda são muito presentes na sociedade. Os projetos extensionistas permitem uma aproximação única entre a universidade e a sociedade, oferecendo às PcD a possibilidade de ter acesso ao conhecimento por meio de atividades desenvolvidas para elas, respeitando seus limites e sempre garantindo seu bem-estar".
Texto: Júlio Augusto;
Créditos: GEIA/Valerie Sarpedonti.
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